Sábado, 19 de Julho de 2008

AGRADECEMOS OS VOTOS DAS 69 PESSOAS!
NO CONCURSO CULTURAL
VAMOS DEIXAR PARA UMA PRÓXIMA OPORTUNIDADE
E BOLA PRA FRENTE QUE A ARTE NÃO PODE PARAR!
O BLOG AINDA CONTINUA NO AR POR UM TEMPO INDETERMINADO

Sexta-feira, 20 de Junho de 2008

BOM PRA TUDO, ATÉ PRA TRABALHAR
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Quando circulamos num local tão histórico como o pelourinho, é dificil imaginar que não exista nesse primordial bairro soteropolitano um grupo, qualquem um, que seja de: trançadeiras, artesãos, cantores, capoeristas, sanfoneiros, quituteiras e principalmente(no nosso caso) um grupo de artistas de teatro. Mesmo com tantas adversidades nesta localidade, fazemos parte desse berço onde a maioria frequenta é negra e grande parte que visita vem de toda parte do mundo. Querendo ou não, temos um local de extrema complexidade cultural onde esta está totalmente ligada à história da capital que foi fundada 459 anos atras. "Pelô", como é intimamente conhecido pelos frequentadores e admiradores, foi fundado num local estratégico capaz de facilitar a defesa da cidade. Com o passar dos anos e das conquistas alcançadas pelo GUERREIRO povo Nordestino-Brasileiro este pedacinho da cidade ainda tem locais que não foram visitados pela grande massa. Mas querendo, venha você tambem conhecer esses locais faceis de se achar e impressionantes de se ver. A praça das artes é um deles, onde artistas de todas as localidades migram de ponta a ponta pra este local inclusive para esta linda e magnifica praça fundada em 1999.
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ANEXUS DO PELÔ,
POR QUÊ?
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No início, o GRUPO CULTURAL ANEXU'S se reunia em diversos bairros da cidade, afim de firmar seus encontros administrativos, ensaios e a confecção de seus figurinos e adereços cênicos para os espetáculos. Mas essa ida e vinda de locais fora do centro da cidade ficou inviável. Uma vez que não encontravamos um local fixo para nos desenvolver artisticamente no centro da cidade, utilizamos a alternativa de usar alguns possiveis espaços, ACHAMOS! mas o uso era bem restrito e com data limite de uso ou seja... Encontramos um outro problema: "achar um local viável para nossos encontros!!". A falta desta pequena estrutura nos causou por diversas vezes um transtorno terrível pois se locomover de bairro para bairro sem a certeza de um chão se tornou ponto determinante para "confusão". Com isso, continuamos o nosso trabalho sempre "anexo" a essa e outras dificuldades. Investimos e insistimos pela nossa busca pelo centro da cidade. Tentamos faculdades, sindicatos, escolas e tantos outros. Até que um dia encontramos a praça da artes e realizamos o 1° encontro, mas o chão é muito duro planado a pedra e quem faz teatro de rua usa muito o joelho no chão, mas não esmurecemos daí veio o segundo, terceiro, quarto e tantos outros encontros que nos ajudaram a desenvolver a melhor forma de se utilizar deste local tão rústico e ao mesmo tempo inspirador. Diversas pessoas já passaram por esse grupo e conheceram essa praça. Agora, até que enfim conseguimos firmar o noso pé em um local maravilhoso para se trabalhar com TEATRO DE RUA. Estamos "anexo" ao pelourinho desta forma, onde nos articulamos para o fazer teatral com todo tipo de problema mas sempre propondo uma solução num longo caminho e inexorável horizonte desde o ano 2000.
TRABALHOS ARTISTICOS DESENVOLVIDOS
DESENHANDO O RASTRO DA MORTE
Uma provocação, um protesto, uma intervenção, uma ação regida pelos atores-peformers contra o racismo, a homofobia, o sexismo e os grupos de extermínio. Crimes que muitas vezes ficam impunes e fogem dos limites das autoridades competentes. Até quando nós nos acostumaremos com isso? Não sabemos, mas o nosso papel é provocar ainda mais a sociedade a se unir, se indignar e cobrar dos poderes públicos a segurança que precisamos para sobreviver. Os artistas nessa performance, porém não tentam buscar novas representações sobre o corpo, como visto em toda a história da arte, mas sim, evolui sua intervenção através do seu urgente objetivo. Os cantos fúnebres sem interrupções acompanhado de gestos e contorções expressam diversas leituras ao transeunte visualizador da obra. Utilizamos a partituração do nosso corpo como material de manipulação a uma indignação que não é só nossa, mas é de todos nós. Nos organizamos artisticamente, utilizando princípios da “body art” que automaticamente imprime em nossos corpos a mais pura seqüência de episódios de tortura, abuso de autoridade, prisão ilegal, seqüestro, lesões corporais, invasão a domicilio, execuções sumárias e outras ações realizadas ou “permitidas” que refletem a um padrão definido pelo racismo na conduta da polícia e dos grupos de extermínio no Brasil e no mundo.
Escolhemos a pça das artes desde o inicio de nossa frequencia ao pelourinho, pois lá se torna um local inspirador e possivel para se trabalhar com artes, cultura e memória. O centro histórico como nosso maior meio de expressão fazendo uma analogia ao passado até os dias de hoje.
veja abaixo os preparativos para esta obra.
ABAIXO 2 FOTOS DO 1° DIA DE PREPARAÇÃO/ENSAIO/EXPERIMENTAÇÃO. NA SEQUENCIA FOTOS DE PREPARATIVOS E SAIDA PARA INTERVIR CULTURALMENTE NESSE CENTRO DE GRANDE HISTÓRIA.

2° DIA

PREPARANDO O MATÉRIAL QUE SERÁ UTILIZADO DURANTE A PEFORMANCE

ENETENDENDO O ROTEIRO DE FUNCIONALIDADE DA INTERVENÇÃO ARTISTICA. DO INÍCIO ATÉ O FINAL. NA FOTO, ESTÃO OS ARTISTAS: ANDRÉ GUIMARÃES E CARLOS CASTILHO, NO CENTRO DÊVID GONÇALVES QUE ASSINA A OBRA E A COORDENAÇÃO ARTISTICA.

ABAIXO, AS ULTIMAS COORDENADAS PARA MORENO MATOS QUE FEZ O REGISTRO DE AUDIO VISUAL

COMEÇA A TRANSFIGURAÇÃO DE CADA ARTISTA. UMA CONCEPÇÃO QUE CRIA UMA CERTA REPULSA PARA QUEM VÊ. COM UMA "ROUPA BASE" DE COR PRETA, O ROSTO ENCAPUZADO E O CORPO CHEIO DE TECIDOS RUSTICOS ENTRELAÇADOS AO CORPO

COMEÇA A SAIDA, ONDE A "FIGURA ANDARILHA" CHAMA ATENÇÃO DOS TRANSEUNTES

CHEGANDO AO , PERCEBA COMO É DETERMINANTE A PRESENÇA CULTURAL DA ARQUITURA COLONIAL MEDIANTE A ESTA INTERVENÇÃO DE ARTE CONTEMPORANEA. O PASSADO E O PRESENTE JUNTOS.

O PUBLICO ACOMPANHA ATENTO A INTERVENÇÃO E PROCURA ENTENDER A MENSAGEM QUE É DITA EM IMPROVISAÇÕES VOCAIS OU SEJA: O QUE É DITO SÓ É SENTIDO MAS NÃO COMPREENDIDO.

AS PALAVRAS NÃO SÃO EM PORTUGUES

E SIM NUMA LINGUA IMPROVISADA E CONCEPCIONADA PELOS ARTISTAS

E A INTERVENÇÃO CONTINUA...

... AS CRIANÇAS AGLOMERAM, ACHAM ESTRANHO, DIVERTIDO, ENGRAÇADO, QUERM TOCAR, INTERAGIR ...

... MAS MESMO SABENDO QUE NAQUELE DIA(04 DE OUTUBRO DE 2007) MUITA GENTE VIU ALGO DIFERENTE E DE GRANDE CONTRIBUIÇÃO CULTURAL NO NOSSO CENTRO ANTIGO FICOU ATENTO A MENSAGEM QUE PAIRAVA PELO AR. POR FIM, OS ARTISTAS SAEM DO LOCAL APENAS OUVINDO OS APLAUSOS DO PUBLICO. UMA GRANDE CERTEZA DE QUE REALMENTE CUMPRIMOS O NOSSO PAPEL.

ETnOCROQUIA - 2007

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Um texto popular com autoria e direção de Dêvid Gonçalves que propõe idéias contrárias ao capitalismo perverso que vivenciamos. O espetáculo faz uma pequena viagem a Grécia antiga (a.C) onde em resumo, é expresso as festividades ao mitológico Deus Dionisio. Nesse culto festivo, se formou o teatro e a origem do 1° ator (que se tem em registro). Logo depois, os personagens contadores de histórias voltam a nossa contemporaneidade brasileira colocando em questão a cena do: “Teatro que temos e o teatro que queremos”. Questionando e propondo sugestões para futuras reflexões. O texto se baseia na linha do escritor alemão Bertold Brecht. Que para ele, (e para nós) o teatro deve estar comprometido com o processo político e seu objeto de análise é o comportamento humano. Sem hipnotizar, nem anestesiar o espectador o texto tenta despertar no público a única atitude cientificamente correta: a crítica. Nesse sentido, é preciso tornar insólito o que é banal e surpreendente o que é habitual.

Enfim, a proposta maior dos CONTADORES DA CENA, nada mais é, do que um chamado à responsabilidade, a participação ativa no processo social. Ao mesmo tempo em que instrui, diverte, e ao mesmo que diverte contribue para tornar o espectador um multiplicador expressivo de idéias.